Como resolver queda de tensão alta
A queda de tensão aumenta com a distância e com a corrente, e diminui com a bitola do fio. Em circuitos longos (casas grandes, edículas, bombas de piscina, portões) quase sempre é a queda de tensão — e não a capacidade de corrente — que define a bitola.
- Aumentar a bitola: de 2,5 mm² para 4 mm² a queda cai cerca de 37%.
- Usar 220V em vez de 127V: a corrente cai pela metade e a queda em % cai a um quarto.
- Levar um quadro de distribuição mais perto da carga com um alimentador mais grosso.
Para dimensionar fio e disjuntor juntos, use a calculadora de disjuntor, que já aumenta a bitola automaticamente quando a queda passa de 4%. Veja também a tabela de distância máxima por bitola.
❓ Perguntas frequentes
Qual a queda de tensão máxima permitida pela NBR 5410?
Nos circuitos terminais a queda de tensão não pode passar de 4%, e a queda total desde a entrada de energia também é limitada a 4% (7% quando há transformador próprio). Por isso, em circuitos longos, o ideal é ficar bem abaixo de 4% no circuito terminal.
Como calcular a queda de tensão de um circuito monofásico?
ΔV% = (2 × L × I × cosφ × ρ) ÷ (S × V) × 100, onde L é a distância até o quadro em metros, I a corrente em amperes, ρ a resistividade do cobre (≈ 0,0206 Ω·mm²/m a 70°C), S a seção do fio em mm² e V a tensão.
O que acontece se a queda de tensão for alta?
O aparelho recebe menos tensão do que precisa: chuveiro esquenta menos, motor e compressor de ar-condicionado aquecem e perdem vida útil, lâmpadas piscam. Além disso, o fio desperdiça energia em forma de calor.
⚠ O InstalaFácil é uma ferramenta auxiliar de cálculo baseada na NBR 5410. Os resultados gerados têm caráter orientativo e não substituem o projeto, a análise e a validação de um profissional legalmente habilitado (Técnico em Eletrotécnica ou Engenheiro Eletricista) com registro ativo no CRT/CFT ou CREA. A responsabilidade técnica, civil e criminal pela execução e segurança da instalação elétrica é única e exclusiva do profissional que realiza o serviço.