Por que calcular a corrente de curto-circuito
São duas verificações diferentes:
- Capacidade de interrupção (kA): o disjuntor precisa aguentar a Icc do quadro onde está instalado sem explodir. Perto do transformador da rua a Icc pode passar de 10 kA — disjuntores de 3 kA não servem.
- Desarme no fim do circuito: em circuitos longos e finos a Icc no ponto mais distante fica baixa. Se ela for menor que o disparo magnético (5× In na curva B, 10× na C, 20× na D), o disjuntor demora a desarmar e o fio superaquece.
Em circuitos residenciais longos, a curva B e o DR resolvem a maioria dos casos. Veja também a queda de tensão do mesmo trecho.
❓ Perguntas frequentes
Qual a diferença entre disjuntor curva B, C e D?
É a faixa do disparo magnético (instantâneo): curva B entre 3 e 5 vezes a corrente nominal, curva C entre 5 e 10 vezes e curva D entre 10 e 20 vezes. B é indicada para cargas resistivas e circuitos longos, C para uso geral e D para motores e transformadores com alta corrente de partida.
Qual capacidade de interrupção usar em residência?
O mínimo comercial é 3 kA, mas o correto é verificar a Icc no quadro informada pela concessionária ou calculada. Em áreas urbanas, perto do transformador, é comum precisar de 4,5 kA a 10 kA.
⚠ O InstalaFácil é uma ferramenta auxiliar de cálculo baseada na NBR 5410. Os resultados gerados têm caráter orientativo e não substituem o projeto, a análise e a validação de um profissional legalmente habilitado (Técnico em Eletrotécnica ou Engenheiro Eletricista) com registro ativo no CRT/CFT ou CREA. A responsabilidade técnica, civil e criminal pela execução e segurança da instalação elétrica é única e exclusiva do profissional que realiza o serviço.